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Colóquio Internacional: Desafios e Perspectivas da Juventude Negra nas Américas PDF Imprimir E-mail
Escrito por Redação/Colaborou Fabiana Born   
Qui, 02 de Abril de 2009 15:57
Brasil

Há menos de duas semanas, em 21 de março, foi comemorado o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. Nesse contexto, será realizado o Colóquio Internacional: Desafios e Perspectivas da Juventude Negra nas Américas, de 3 a 6 de abril, no Rio de Janeiro. O evento, organizado pelo Instituto Ujima de Juventude Negra – Trabalho Coletivo e Responsabilidade e parceiros, não será aberto ao público e contará com a participação de 40 lideranças políticas jovens negras, de 15 países das Américas.

O objetivo é a troca de experiências e informações, fortalecendo espaços de participação da juventude negra e de discussão dos temas relevantes, e também a construção de laços de cooperação entre organizações e seus participantes nas Américas. “A juventude é um segmento social que exige políticas públicas específicas, jovem deve ser visto como sujeito detentor de direitos e ator estratégico para qualquer projeto de desenvolvimento dos países das Américas”, comenta Thais Zimbwe, coordenadora do Colóquio.

Para os(as) organizadores(as), o evento também servirá para debater as propostas da juventude negra das Américas para a Conferência Mundial de Avaliação da Implementação da Declaração e do Plano de Ação de Durban, convocada pelas Nações Unidas, que acontecerá de 20 a 24 de abril, em Genebra, Suíça. “A sociedade civil mundial se prepara para a intervenção nesse cenário e as lideranças jovens negras presentes neste Colóquio vão organizar suas proposições para sua incidência e participação nos resultados desta Conferência”, afirma a coordenadora.

O Colóquio pretende ampliar o diálogo sobre racismo e discriminação em âmbito regional, embasado nas discussões alavancadas a partir da III Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, realizada em Durban – África do Sul em 2001. “Atualmente os afrodescendentes representam cerca de 150 milhões de pessoas, destas quase 30% são jovens. Possibilitar um momento de interação entre as lideranças jovens negras da região, intercâmbio e formação política, resulta no fortalecimento do tecido organizativo juvenil, potencializando a atuação política dos movimentos afro juvenis nos países das Américas”, conclui Thais.
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